Veganismo: Respostas Curtas para Perguntas De Amigos e Familiares

Veganismo: Respostas Curtas para Perguntas Mais Frequentes de Amigos e Familiares

Qual é o “dark side” do veganismo? Com certeza, escutar e responder mil vezes as mesmas perguntas! Hoje, decidimos compartilhar um guia prático que, na verdade, é uma compilação de respostas curtas para perguntas frequentes de amigos e familiares.

Com essas dicas, será muito mais fácil lidar com os “perguntadores” de plantão com os quais convivemos. Vamos lá:

1. De onde você tira as proteínas?

Um adulto “padrão” precisa consumir aproximadamente 44 gramas de proteínas, dependendo do seu peso corporal. Uma xícara de tofu ou de lentilhas proporciona 20 g desse nutriente.

Os cereais, os vegetais, as leguminosas e as frutas secas são alimentos ricos em proteínas. Por isso, o veganismo compreende excelentes fontes de proteínas de origem vegetal

2. Mas e o ferro? E o cálcio?

Um adulto necessita consumir entre 8 e 18 mg de ferro diariamente. Uma xícara de lentilhas cozidas aporta 6.59 mg e uma xícara de espinafre, 6.43 mg. Frutas secas, feijões, tofu, sementes, couve e vegetais de folhas verdes contém altos níveis de ferro.

Em relação ao cálcio, a ingestão diária recomendada para adultos é de 700 mg. Você pode garantir metade dessa dose com uma xícara de feijão ou de leites vegetais (soja, coco, amêndoas, arroz e outras variedades fortificadas).

3. A humanidade é carnívora por natureza

A alimentação dos nossos antepassados estava baseada principalmente em vegetais. A incorporação de quantidades moderadas de carne só ocorreu depois da invenção do fogo, há aproximadamente um milhão de anos. Desta forma, os humanos primitivos puderam sobreviver e se adaptar a regiões onde havia escassez de vegetais. 

Hoje em dia, temos acesso a uma enorme variedade de alimentos, o que não estava ao alcance dos homínidos. A necessidade de comer carne é uma fabricação cultural, e não um imperativo biológico da espécie humana. 

4. Comer carne e laticínios é natural e necessário

A OMS desaconselha o consumo de carne pelo efeito cancerígeno. Inúmeros estudos apontam, que o veganismo é saudável e sustentável. Os laticínios contem antibióticos, hormônios e outras substâncias antinaturais.

Em 2019, 12.000 médicos fizeram uma petição para que os rótulos dos queijos advertissem seus riscos potenciais à saúde. O National Cancer Institute também publicou um estudo que relaciona o consumo de lácteos com o câncer de mama. 

Além disso, muitas pesquisas científicas desmentem que a carne, os laticínios e os ovos sejam necessários para uma boa saúde.      

5. Os seres humanos estão “desenhados” para comer carne 

A biologia revela o contrário: 

  • Temos unhas curtas e caninos pequenos. Os verdadeiros carnívoros possuem garras afiadas e grandes caninos para cortar e comer a carne sem talheres.
  • As mandíbulas dos carnívoros se movem de cima para baixo para conseguir arrancar pedaços de carne do corpo de suas presas. Nós, humanos, também movemos as mandíbulas lateralmente e possuímos molares planos. Assim como os animais herbívoros, mastigamos as frutas e as verduras com os dentes posteriores
  • Os carnívoros têm intestinos curtos. Já os seres humanos possuem intestinos longos, assim como os herbívoros. Essa anatomia permite que o corpo tenha mais tempo para absorver os nutrientes de origem vegetal. 
  • Os herbívoros não produzem vitamina C, porque estão “desenhados” para obtê-la a partir dos alimentos. Os verdadeiros carnívoros são capazes de produzir esse nutriente. 

6. Você não precisa de carne para estar saudável? 

Inúmeros estudos continuam demonstrando que uma dieta nutritiva a base de plantas é benéfica para a saúde.

O veganismo propõe um “ganhar-ganhar” (win-win). Ao adotá-lo, você aposta em uma vida mais saudável e longeva, ao mesmo tempo que permite aos animais viver em paz e livres de sofrimento. 

7. É possível ser atleta e vegano?

O veganismo vai ganhando cada vez mais terreno dentro dos esportes de alto rendimento. Maratonistas, tenistas, estrelas da NBA e até Schwarzenegger são veganos. 

No documentário The Game Changers, atletas de elite e médicos desconstroem muitos mitos sobre o veganismo. A alimentação vegan garante melhores fontes de nutrientes, proteínas de alta qualidade, energia e vigor. 

8. As plantas sofrem

As plantas não possuem sistema nervoso central e isso significa que não podem sentir nada. Além disso, para produzir meio quilo de carne bovina, são necessários 7 kg de grãos.

Então, se você realmente se importa com as plantas, deveria evitar comer carne de qualquer maneira.

9. Por que não ajudar pessoas, ao invés de animais?

O veganismo também ajuda pessoas. A indústria da carne provoca a degradação ambiental e social. As comunidades indígenas perdem recursos valiosos e se tornam extremamente vulneráveis.

O desmatamento, a erosão dos solos, a poluição das águas e emissão de gases de efeito estufa. A produção de carne é ineficiente e consome recursos que poderiam ser destinados aos seres humanos, o que perpetua a fome e a desnutrição no mundo.

Cada vez mais terras são usadas para produzir alimentos para o gado, e não para a população humana. O veganismo melhora a saúde humana, proporcionando benefícios para cada indivíduo e para a sociedade em geral.

10. O que vai acontecer com os animais se todos nos tornamos veganos?

  • A agroindústria e a pecuária industrial deixará inseminar forçosamente a milhares de animais. Estas espécies deixarão de viver como prisioneiros para se reproduzir massivamente. Suas populações encontrarão seus próprios níveis naturais, assim como as demais espécies que habitam nosso planeta.
  • Haverá menos sofrimento, mutilações e violência.
  • A demanda por cultivos transgênicos diminuirá consideravelmente. Logo, haverá menos desmatamento, poluição e desgaste dos solos vinculados ao monocultura.
  • Haverá mais alimentos para nutrir as populações vulneráveis e vítimas da fome.
  • A terra destinada ao monocultura poderá voltar a ser um habitat silvestre. Isso colocaria um freio no acelerado ritmo de extinção de espécies nativas impulsionado pela pecuária industrial.

11. Temos espaço suficiente para alimentar toda a população se o mundo se torna vegano?

Hoje em dia, 68% da terra apta para cultivos está dedicada ao gado, e não às pessoas. Se deixássemos de comer carne, aproximadamente 80% dessas terras se recuperariam como bosques e pradeiras. Assim, capturariam o carbono em excesso e aliviariam as mudanças climáticas.

Os 20% restantes poderiam se transformar em cultivos para os seres humanos.

12. Ser vegano não é saudável

Inúmeros estudos demonstram que a carne não é um alimento ideal para o corpo humano, podendo inclusive nos fazer adoecer. Nosso organismo está preparado para funcionar a base de alimentos de origem vegetal.

O que as plantas aportam ao corpo humano? Fibras, antioxidantes, gorduras insaturadas, ácidos graxos essenciais, fitoquímicos e proteínas sem colesterol.

13. Se você precisa tomar suplementos de vitamina B12, ser vegano não é tão saudável

Se você acredita que não está consumindo suplementos, leia os rótulos dos alimentos. Produtos tão básicos como o pão e a farinha estão enriquecidos com ácido fólico (vitamina B9). Sabe por quê? Porque esse nutriente não costuma estar presente nas dietas “padrão” em quantidades suficientes.

De fato, as mulheres grávidas precisam tomar doses extras de ácido fólico e não há nada de errado nisso. Atualmente, sucos, laticínios e biscoitos são fortificados com cálcio, ômegas e vitaminas.

14. Por que não consumir ovos e laticínios? Não é preciso matar animais para produzi-los…

A realidade é que todos os produtos derivados de animais criados com fins comerciais implicam em morte, inclusive os ovos, o leite e os laticínios. Quando as vacas leiteiras e as galinhas colocadoras de ovos diminuem sua produtividade, inevitavelmente, acabam indo pro abatedouro.

Enquanto isso não acontece, são submetidas a doenças, estresse e maltrato. As indústrias do ovo e do leite são extremamente cruéis. Existem muitos documentários veganos para ver juntos e debater.

15. Precisamos de leite para crescer e ter ossos fortes

Não precisamos do leite da vaca, e sim de cálcio e de vitamina D para absorvê-lo. A maior parte do cálcio é obtida de figos secos, leites vegetais fortificadas, tofu, feijões, verduras de folhas verdes, batatas e abóboras.

A fonte de vitamina D natural é o sol e a oportunidade de desfrutar ao ar livre nos enche de vida.

16. A dieta vegana é extrema

Não há nada de extremo em nos alimentar com o que a terra nos provê. O veganismo propõe uma alimentação variada, colorida e deliciosa. O quê realmente deveríamos considerar extremo é o impacto das dietas carnívoras na saúde e no meio ambiente.

Radical é ter que abrir uma perna para retirar uma veia e colocá-la no coração. Ou tomar incontáveis remédios para aliviar os efeitos secundários de outros medicamentos. Extremo é ver como a obesidade e a desnutrição convivem na mesma população (e às vezes, até na mesma pessoa).

Os danos provocados pela produção de produtos animais são graves e afetam a humanidade, os animais e o equilíbrio do planeta como um todo.

17. Só como carne e frango orgânicos. Isso não é suficiente?

Palavras como “livre” e “natural” costumam ser estratégias de marketing. Mesmo que queiramos acreditar que, nas fazendas orgânicas, existem controles para garantir a felicidade dos animais, isso não condiz com a realidade.

Até os especialistas em agroindústria e agronegócio: o abatedouro é o abatedouro. Todos os animais sentem dor e medo. E todos querem viver, assim como nós. No fim das contas, essa questão dependerá de quão honest@ você esta dispost@ a ser com você mesm@.

18. Ser vegano é difícil e caro

Muitas comidas veganas de boa qualidade são econômicas e acessíveis. Leguminosas, verduras, legumes, frutas, cereais e carnes vegetais. Se você puder comprar a granel e fizer um bom planejamento de refeições semanais, conseguirá economizar dinheiro e evitar desperdícios de alimentos.

Montar pratos equilibrados, nutritivos e gostosos é bastante fácil. Ainda mais com a variedade de produtos veganos disponíveis no mercado, como hambúrgueres, linguiças, salsichas, bacon e muitas outras alternativas vegan deliciosas.

A transição ao veganismo se orienta através da substituição de alimentos, e não por sua eliminação radical. Igualmente, você sempre pode tentar começar pelo veganismo imperfeito.

Quantas dessas perguntas você já escutou de amigos e familiares? Ainda tem dificuldade de encontrar respostas? Ou está enfrentando algum obstáculo na sua transição ao veganismo? Então, não deixe de conferir nossas dicas para novos vegan@s e alguns conselhos para ser um vegan@ mais saudável

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